Na Terra das Muitas Águas
Milhares de maneiras de olhar a Terra das Cataratas By Jackson Lima Divulgação Criativa Multilíngue
quinta-feira, abril 30, 2026
sábado, janeiro 24, 2026
A arte e o olhar de Giovanni Vissotto
| Homenagem ao artista Giovanni Vissoto, descerrada no monumento após uma missa para comemorar os 25 anos da Imagem de São Francisco de Assis |
Uma das obras mais visíveis do artista plástico Giovanni Vissotto em Foz do Iguaçu é o São Francisco do Morumbi. Obra iniciada em 1997 e inaugurada em 2000, ocupa não só um lugar na avenida principal do bairro Morumbi, antigo São Francisco, como no coração dos moradores do bairro.
No domingo, 14 de dezembro de 2025 a Paróquia São Francisco acolheu a imagem como uma obra artística e religiosa com a realização de uma missa no monumento acompanhada da entrega de uma placa comemorativa de agradecimento ao escultor. Como a imagem não segue o cânon europeu da pintura sacra, até o bispo de Foz do Iguaçu, na época, Dom Olívio Aurélio Fazza, estranhou. Chamando o escultor de lado, perguntou: o que você fez, Giovanni? Este não é o São Francisco.
O escultor contou que a inspiração artística para criar sua obra veio da observação do povo simples e sofrido que habitava o São Francisco ou o "Chicão" na época. A maioria trabalhadores braçais parte do contigente que construiu a Hidreletrica Itaipu Binacional e que, no final, não retornaram a seus lugares de orígem. Em vez disso compraram terrenos com pagamentos a longo prazo e se estabeleceram cada um segundo suas possibilidades. Foi durante anos, um bairro onde o sofrimento acompanhou a esperança. Esse sofrimento com doses de discriminação e abandono o escultor captou nos olhos grandes e tristes, nas mãos calejadas e pés que caminharam sobre caminhos pedregosos toda a vida.
O bispo entendeu e disse ao artista que Deus tem suas maneiras de agir e trabalhar criativamente. Hoje ninguém questiona o São Francisco do Chicão além de ser um símbolo cristão de cuidado pela criação é um patrimônio da cidade. Mas o São Francisco do Morumbi não é a única obra do artista Giovanni Vissotto. Ela é parte de uma extensa lista que inclui a imagem de padroeiros e padroeiras em paróquias e locais públicos e privados em Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Itaipulândia no Extremo Oeste do Paraná.
Autodidata, casado com Giovanna Vissotto, pai de Pamella, o artista começou sua carreira na pintura aos 14 anos, mais de 50 anos atrás. Original de Tuparendi,Rio Grande do Sul, Vissotto chegou em Foz em 1975 apostando na ideia de vender seus quadros nas Cataratas que já eram, desde longe, sua inspiração.
"Eu pintava quadros nas Cataratas e vendia aos turistas ali mesmo", lembra. A adminsitração do PNI, na época Ibama, lhe deu uma carteirinha para entrar no PNI. "Ainda hoje tenho essa carteirinha", contou. Com identificação em mãos ele entrava com o seu velho jeep fazia suas obras ao vivo e vendia aos turistas, entre eles os que se hospedavam no Hotel das Cataratas que viam o trabalho.
Entre suas criações estão os índios Naipi e Tarobá, os quatis - que já eram símbolos não oficiais do Parque já por volta de 1985, depois viraram mascotes oficiais na década de 90. "Eu sempre fiz quati" - lembra. Um deles se encontra na entrada da Pousada Quati em frente ao Shopping JL, Foz do Iguaçu
O peixe dourado também teve presença. O dourado representava bem as Cataratas e a região tendo o Rio Paraná como o traço forte da identidade. "Sempre participei na Pesca ao Dourado", contou referindo-se ao Festival Internacional da Pesca ao Dourado. Ele desenhou cartazes e fez camisetas para diversas edições do evento.
Vissotto fez parte dos movimentos que levaram à criação da Casa da Cultura, embrião da Fundação Cutural cuja inauguração ocorreu com uma exposição de suas obras na casa de José Maria de Brito Filho, descendente do tenente José Maria de Brito que participou na fundação da Colônia Militar de Foz do Iguaçu. "A casa estava cheia. Ela ficava na frente da Santa Casa Mosenhor Guilherme", disse. Até o secretário da Cultura do Paraná da época estava presente".
O começo foi a pintura
Os quadros, as pinturas e painéis de Vissotto registram um momento especial especial no espaço e no tempo de Foz do Iguaçu e seu ambiente natural materializdo pelos rios Iguaçu e Paraná, a fauna, os peixes e a relação da sociedade com tais ambientes. A Lenda das Cataratas, Naipi e Tarobá, até o registro de borboletas, aves e vegetação fiéis ao bioma. As borboletas morfos azuis, as borboletas amarelas, os pássaros que ainda hoje colorem o Parque Nacional e as margens do Iguaçu são reais como o tucano toco, as lianas, cipós, bromélias e orquídeas cujas presenças continuam a inspirar a vida.
Painel Vale das Borboletas - hoje no Centro de Convenções. Na época o Estado queria que o painel fosse declarado "Patromônio Estadual".
O dourado
| "O Dourado", também conhecido como o "peixe" na Avenida República Argentina, com 25 anos está na lista de aprovação como Patrimônio de Foz do Iguaçu |
Os indios mirim
| Os "indiozinhos" Naipi e Tarobá criados em 1985 em ilustração para a primeira revista em quadrinhos da região |
São Francisco do Morumbi, obra iniciada em 1997. Inaugurada em 2000. Obra considerada patrimônio do bairro pela Paróquia São Francisco de Assis no estágio final de aprovação do Patroimônio de Foz do Iguaçu
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| Imagem do Cristo, 12 metros, ano 2006, no pátio interno da Igreja Matriz, primeira igreja de Foz (1924) e sede da Paróquia São João Batista |
| Rainha da Paz - Escultura em mármore branco na Catedral Nossa Senhora de Guadalupe, sede da Diocese de Foz do Iguaçu |
| São Jorge na comunidade do mesmo nome em São Miguel do Iguaçu. Monumento tem seis metros de altura, construído há 9 anos |
| Homenagem ao pioneiro Silvino dal Bo, Santa Terezinha de Itaipu |
sexta-feira, fevereiro 23, 2018
אהבה אסורה
הנה בוקר, כיביתי את הנר
עוד לילה עבר, האם אתה עוד ער
האם, האם נגמרה האהבה
בוא אהובי, בוא רק תן לי יד.
געגועים לחיבוקים חמים
נזכרים רק ברגעים יפים
כייף זה היה
עכשיו עצוב לי נורא.
בוא אהובי, בוא דבר, דבר איתי
אוהבת רק אותך, אתה היחידי
אל תוותר עלינו, אל תוותר
את הלילות היפים, בוא יחדיו ניזכר.
געגועים לחיבוקים חמים...
https://www.youtube.com/watch?v=fwXQi-U7e_4
AHAVA ASURA (2)
Hineh boker, kibiti et haner
Od layla avar, ha'im ata od er,
Ha'im, ha'im nigmerah ha'ahavah
Bo ahuvi, bo rak ten li yad.
Ga'agu'im lechibukim chamim
Niz'karim rak/od bir'gaim yafim
Kef zeh hayah
Achshav atzuv li nora.
Bo ahuvi, bo daber, daber iti
Ohevet rak otcha, atah hayechidi
Al tevater aleinu, al tevater
et haleilot hayafim, bo yachdav nizacher.
Ga'agu'im lechibukim chamim...
Hineh boker, kibiti et haner
Od layla avar, ha'im ata od er,
Ha'im, ha'im nigmerah ha'ahavah
Bo ahuvi, bo rak ten li yad.
Ga'agu'im lechibukim chamim
Niz'karim rak/od bir'gaim yafim
Kef zeh hayah
Achshav atzuv li nora.
Bo ahuvi, bo daber, daber iti
Ohevet rak otcha, atah hayechidi
Al tevater aleinu, al tevater
et haleilot hayafim, bo yachdav nizacher.
Ga'agu'im lechibukim chamim...
FORBIDDEN LOVE
The morning is here, I put out the candle
Another night passed, are you still awake,
Has, has the love ended
Come my love, come just give me a hand
Longings for warm hugs
Remembering only/still nice moments
It was fun
Now I am terribly sad
Come my love, come talk, talk with me
I love only you, you are the only one
Don't give up on us, don't give up
The nice nights, let's remember together.
Longings for warm hugs...
http://rikudim.net/blog/archives/37941
The morning is here, I put out the candle
Another night passed, are you still awake,
Has, has the love ended
Come my love, come just give me a hand
Longings for warm hugs
Remembering only/still nice moments
It was fun
Now I am terribly sad
Come my love, come talk, talk with me
I love only you, you are the only one
Don't give up on us, don't give up
The nice nights, let's remember together.
Longings for warm hugs...
http://rikudim.net/blog/archives/37941
segunda-feira, maio 09, 2016
אני חיה לי מיום ליום
אני חיה לי מיום
ליום
ריטה מילים: חנוך לוין לחן: רמי קלינשטיין אני חיה לי
מיום ליום
מפזרת את ימי ברוח אנשים מתחתנים סביבי
גם אני רוצה קצת לנוח אומרים שהאדמה שלנו
מסתובבת סביב צירה איפה הציר שלי?
להסתובב זה דבר נורא לא כל כך יפה ולא בת שש עשרה
אבל יודעת משהו על העולם הזה
ואם הוא רציני ואם הוא רק רוצה
תמורת מילה אחת אתן כל כך הרבה
פה ושם הופיע גבר כמו בתחנת רכבת נידחת
מי שרצה בי בערב חזר בו עם עלות השחר
אומרים שהשמש שלנו בוערת כבר מיליון שנה
כמה יכול לבעור אדם ובסך הכל בשביל מה
לא כל כך יפה ולא בת שש עשרה
אבל יודעת משהו על העולם הזה
ואם הוא רציני ואם הוא רק רוצה
תמורת מילה אחת אתן כל כך הרבה
ואם יושיט לי יד ואם יגיד רוצה
תמורת מעט מאוד אתן כל כך הרבה
|
quarta-feira, julho 04, 2012
Fragilidade política do turismo
Isso aqui é um editorial que escrevi em 2011; coloco-o aqui de modo reservado; preste atanção na segunda parque
Flávio Dino de Castro e Costa, ou só Flávio Dino, maranhense, ex-juiz federal, ex-deputado pelo grande estado do Maranhão, um estado que consegue ser Nordeste e Amazônia, ter dunas de areia que convivem com selvas, mar, praias, história, cultura e música que vai da nordestina universal ao reggae. É um estado bom para formar vendedores do turismo. Como ex-juiz federal e homem lido, Cláudio Dino um dia decidiu abandonar a carreira de magistrado e entrar na política. É um homem que acredita na política - a política como uma disciplina, arte e ferramenta. Em sua rápida passagem pela cidade, ele falou várias vezes sobre o fortalecimento da política pública do turismo, tendo em vista os vários acidentes de percursos registrados nos últimos meses na pasta do turismo nacional. Sobre isso ele disse que o Estado tem instâncias para resolver tais desvios.
Mas o que provavelmente não será esquecido pelos que o escutaram, foi seu convite ao trade, empresários e interessados pelo turismo local que participem na política. E não é só partidária é também, via partidos, eleitos e representantes, na política pública do turismo, economia e outras. Politicamente, disse, o turismo é fragmentado. O segredo, deu a entender, reside em sanar essa fragmentação. No setor do turismo, e de repente não só nele, há uma infinidade de entidades que às vezes ajudam a fragmentar ainda mais um setor que por natureza, é dotado de uma capilaridade imensa – para usar a palavra que nosso visitante usou. O turismo não é concentrado. É amplo. Se dilui ao máximo e, às vezes, isso não é bom. Para o bom entendedor, poucas palavras bastam. Quem sabe não é hora do setor achar um caminho em que, mantendo as características de cada uma de suas organizações, se una de maneira que diminuindo a fragmentação, se torne forte, bem representado e preparado para atuar também na produção de suas políticas públicas.
19/09/11
quarta-feira, outubro 11, 2006
Edmundo de Barros - O Poeta!
EDMUNDO Xavier de Barros, filho de Pacífico Antônio Xavier de Barros, nascido em 1861, no Estado de Goiás. Desencarnou no Distrito Federal, como capitão da arma de Cavalaria, em 17 de janeiro de 1905. Foi um poeta e desenhista notável.
VIDA
Nem a paz, nem o fim! A vida, a vida apenas,
É tudo que encontrei e é tudo que me espera!
O ouro, a fama, o prazer e as ilusões terrenas
São lodo, fumo e cinza ao fundo da cratera.
Esvaiu-se a vaidade! ... Os júbilos e as penas,
A alegria que exalta e a dor que regenera,
Em cenário diverso aprimorando as cenas,
Continuam, porém, vibrando noutra esfera.
Morte, desvenda à Terra os planos que descobres,
Fala de tua luz aos mais vis e aos mais nobres,
Renova o coração do mundo impenitente!
Dize aos homens sem Deus, nos círculos escuros,
Que além do gelo atroz que te reveste os muros,
Há vida... sempre a vida... a vida eternamente...
DIANTE DA TERRA
Fugindo embora à paz de eternos dons divinos,
Sem furtar-se, porém, à luta que aprimora,
O homem é o semeador dos seus próprios destinos,
Ave triste da noite, esquivando-se à aurora...
Em derredor da Terra, estrelas cantam hinos,
Glorificando a luz onde a Verdade mora,
Mas no plano da carne os impulsos tigrinos
Fazem a ostentação da miséria que chora!
Necessário vencer nos vórtices medonhos,
Santificar a dor, as lágrimas e os sonhos,
Do inferno atravessar o abismo ígneo e fundo,
Para ver a extensão da noite estranha e densa,
Que os servos da maldade e os filhos da descrença
Estenderam, sem Deus, sobre a fronte do mundo!...
Do livro Parnaso de Além-Túmulo. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
VIDA
Nem a paz, nem o fim! A vida, a vida apenas,
É tudo que encontrei e é tudo que me espera!
O ouro, a fama, o prazer e as ilusões terrenas
São lodo, fumo e cinza ao fundo da cratera.
Esvaiu-se a vaidade! ... Os júbilos e as penas,
A alegria que exalta e a dor que regenera,
Em cenário diverso aprimorando as cenas,
Continuam, porém, vibrando noutra esfera.
Morte, desvenda à Terra os planos que descobres,
Fala de tua luz aos mais vis e aos mais nobres,
Renova o coração do mundo impenitente!
Dize aos homens sem Deus, nos círculos escuros,
Que além do gelo atroz que te reveste os muros,
Há vida... sempre a vida... a vida eternamente...
DIANTE DA TERRA
Fugindo embora à paz de eternos dons divinos,
Sem furtar-se, porém, à luta que aprimora,
O homem é o semeador dos seus próprios destinos,
Ave triste da noite, esquivando-se à aurora...
Em derredor da Terra, estrelas cantam hinos,
Glorificando a luz onde a Verdade mora,
Mas no plano da carne os impulsos tigrinos
Fazem a ostentação da miséria que chora!
Necessário vencer nos vórtices medonhos,
Santificar a dor, as lágrimas e os sonhos,
Do inferno atravessar o abismo ígneo e fundo,
Para ver a extensão da noite estranha e densa,
Que os servos da maldade e os filhos da descrença
Estenderam, sem Deus, sobre a fronte do mundo!...
Do livro Parnaso de Além-Túmulo. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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